- Luti Mendes: violão, composição e voz
- Márcio BEX Feil: teclado, harmônica e arranjos
Em 12 de junho de 2013, Porto Alegre, na casa do Bex.
Entrevista exclusiva realizada em 28/12/2011, no Insano Pub Bar, Porto Alegre/RS, com Zé do Bêlo, antes do show, (abertura com a banda "Desvio Padrão")
Hoje é domingo. Acordei às 6. Às 6 pro meio-dia. Mas acordei de um modo diferente, ou melhor, o Luan Santana me acordou com seu “Meteoro da Paixão”. Isso mesmo: meteoro da paixão na TV brasileira. Num programa de auditório onde todo mundo grita, aplaude e se diverte com um “besteirol” dominical.
É incrível: como no domingo só passa merda na TV aberta! Programas de auditório. Existe coisa mais brega e ultrapassada do que ficar em frente à televisão vendo e ouvindo risadas de computador, coisas totalmente inúteis ao ser humano?
Que perda de tempo, hein? Tempo esse que parece infinito, mas pode acabar a qualquer momento, inclusive agora.
Porque a TV não passa programas educativos e mais produtivos do tipo: veja o que os políticos brasileiros fazem com o seu voto e seu dinheiro?
Há pouco tempo, a RBS TV teve de retirar a matéria, através de processo judicial, que mostrava a farra dos políticos com verba pública que, teoricamente, serviria para fazer “cursos” de aperfeiçoamento pra melhor administrar nossa sociedade.
Porque a TV não mostra, no domingo, o que os políticos fizeram com o “cheque em branco” que você lhes forneceu?
A sociedade brasileira vive um domingo de deslumbre social. Tá bom. Tendo Luan Santana e o Meteoro da Paixão pra gente digerir, tá bom demais.
Pessoas fazendo “micagem” na TV, números do tipo: o homem que solta água pelos olhos e por aí vai. Será que a política da TV brasileira é do tipo “quanto mais idiota melhor”?
Ninguém quer mais “pensar”?
Isso me lembra uma frase da música do Barão Vermelho: ‘pense e dance, pense e dance'.
Feliz é aquele que tem TV a cabo e usa com melhor aproveitamento. Melhor ainda é aproveitar o domingo e sair de casa com seus filhos e amigos. Passear no parque, ir ao futebol, assistir a shows de rock ao ar livre, cinema, almoçar com a família ou até mesma dar “uma” com a parceira, porra! Mas não ligue a TV pra ver um Domingo Legal!
Faça o possível para ter um Domingo Legal.
Ae, pessoal... foi uma bela festa!
La Fauna e Nego Véio fizeram o barulho no bar La Bodeguita,
em show realizado dia 17/09/2011, em Porto Alegre.
Curtam os momentos dos shows:
La Fauna
Nego Véio
Filmagem e Edição: Márcio Ferreira Feil.
Visitei a "Guitar Garage" para um papo incrível com o grande
Solon Fishbone, guitarrista e bluesman consagradíssimo, figura marcante na cena blues portoalegrense que conquistou expressão internacional em parcerias com outros grandes nomes do rock e do blues.
Comentem, favoritem, repassem, e, principalmente, curtam esse papo...
- Entrevistador: Márcio "Bex" Feil
- Produção, Filmagem, Fotografias e Edição: Márcio "Bex" Ferreira Feil.
- Site da Guitar Garage: www.guitargarage.com.br
Pessoal: recebi o material há pouco, mas também há pouco recebi a notícia de que o show foi antecipado para este sábado, 17/set/2011. Creio que logo terei a confirmação disto e, então, vou updatar aqui.
Ou ligue insistentemente pro Bex (51) 9201-1934 que ele tá 'em cima' das info's... De qualquer forma, showzaço!
Perdeu o show? Bebeu demais e voltou de táxi pra casa.. antes do show?
N'dá nada, não... olha AQUI como foi, e vê se na próxima não rateia...
Tamo com o Crocco. Olha aí o vídeo que está sendo objeto de processo:
Up-date 08/08/2011, 14:36: o processo foi arquivado.
Justiça arquiva processo contra músico Tonho CrocoAí a matéria de Paulo Rocha, da Band AM 640/Porto Alegre, Programa Ciranda da Cidade, com Diego Casagrande.
Central Band de Jornalismo 08/08/2011 12h37
O Poder Judiciário decidiu, nesta segunda-feira, arquivar o processo movido contra o músico Tonho Crocco, autor do rap Gangue da Matriz. A decisão é do juiz Artur dos Santos e Almeida, do 3º Juizado Especial Criminal do Foro Central.O pedido de arquivamento partiu da defesa do deputado Giovani Cherini. Na última sexta-feira, o ex-presidente da Assembleia Legislativa ingressou com uma petição alegando que não era vítima no processo. A Justiça entende que os 36 deputados estaduais criticados na música por terem aprovado aumento nos próprios salários não ingressaram com representação.
Prestigiando o "Tributo 100 Anos Robert Johnson", gravado em 01/07/2011, no Live Sport Pub, Porto Alegre/RS - Brasil, com a "Confraria do Blues Band" formada por Rafael Salib, guitarra, Tiago D'andrea, teclados, Marcelo Pimentel, baixo, João Gabriel, bateria e Zé Carlos Andrade, guitarra; participação de Coié Lacerda, Solon Fishbone, Cristiano Ferreira, Oly Jr. e Marina Garcia. Filmagem e Edição: Márcio "Bex" F. Feil.
O Zé Carlos também registrou este grande momento, além de outras performances da "Confraria do Blues", e disponibilizou no seu canal no youtube: http://www.youtube.com/user/zecarlosdeandrade#p/u
Duvido aí quem já não tenha comprado vários "discos" desse cara no Bric da Redenção... duvido... grande presença em Porto Alegre, guru de muitos, o Getúlio é gente finíssima e faz parte da história dos bons caminhos das raridades em vinil e outras mídias....
E ele falou com a gente, dando umas dicas surpreendentes sobre esse lance de vinil x CD, mono x estéro, qualidade, fidelidade sonora, agulhas, e até sobre música mesmo...
Curtam, comentem, e depois, "dá" uma chegada lá: Boca do Disco
Entrevistador: Márcio "Bex" Feil; Produção, Filmagem, Fotografias e Edição: Márcio Ferreira Feil.
Há muito tempo venho tentando me achar no meu mundo. Um mundo feito de pensamentos, emoções e música. Talvez seja essa a única e a melhor forma de expressar o meu encanto pela vida, pela música. Desde pequeno venho sonhando com instrumentos musicais, melodias vindas não sei de onde. Minha vida louca sempre teve uma trilha sonora e essa trilha é o Rock’n Roll.
Criei-me ouvindo Beatles e Rolling Stones. Não podia ser outro o meu estilo preferido de compor, tocar e gravar. Mas não é só Rock que respiro. Surfo pelas ondas do Blues, MPB, Reggae, Samba, enfim a preciosa e valorosa Black Music.
Hoje componho jingles e minha própria música em parceria ou não.
Toco alguns instrumentos como bateria, teclado e harmônica de boca. Tenho passagens históricas por bandas gaúchas tais como: Mikki Maus e Curare (as duas de punk rock), Lorenzo e La Nota Falsa, Lotação Esgotada, La Fauna e Dados de Cristal (nessas duas últimas ainda toco), juntamente com a Massa Cinzenta em que canto também.
Sou publicitário e músico profissional. Tenho 45 anos, desses 20, trabalho e me deleito com música.
Espaço democrático
Um dos propósitos desse blog é usar essa mídia tão abrangente para expor nosso pensamento em relação à música e seus derivados. Sim, seus derivados como teatro, dança arte, esporte, entretenimento e principalmente, o “pensamento”.
Vou apoiar divulgar e debater toda a forma de arte. Se você tem uma banda e quer divulgar seu trabalho, se tem uma peça em cartaz, manda pra cá, que nós divulgamos. Trabalhos, exposições de fotografia e as próprias fotografias, manda pra cá.
Esse gaúcho erudito merece ser lido, aplaudido e divulgado:
Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura...Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...Qual o espaço que o nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?
"Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo.
Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!
Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê? O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?
Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.
Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?
Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado... de Tropa de Osso, Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.
Porquê será que pra promover o Planeta Atlântida com seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens.... ”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!
Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone, o “sertanejo universitário” ... esses tão todo o dia enchendo o nosso saco.
Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir.
Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos, é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros). Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National Geographic com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.
Me perdoem, queridos conterrâneos, esse desabafo.
Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronterias à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem? Me recuso a acreditar nisso.
Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo."
Prof. Dr. Gilson de Mendonça
UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia
Hoje em dia, o mundo e as pessoas giram em torno do “ter” e não do “ser”.
Bulling, por exemplo: nem na escola, um lugar onde deveríamos aprender e nos educar, estamos livres de nosso próprio apego e ignorância. Ora, onde já se viu crianças e adolescentes serem julgados e condenados pelos seus próprios colegas por serem gordinhos ou negros, ter um cabelo inadequado para os padrões estipulados pela mídia ou por ter um tênis que não está na moda?
Os padrões, os padrões e os padrões. Quem estipulou os padrões? Pra que servem? No mundo inteiro não deveriam existir padrões pra quase nada.
O que me traz a escrever e difundir este assunto é, mais uma vez, o apego que o ser humano vem criando pra si e em sua volta. As pessoas estão preocupadas em “ter” e não “ser”.
Crianças e adolescentes mandando e desmandando em seus pais, avós e parentes. Ditando normas e regras de comportamento, quando quem tinha ou poderia fazer isso seriam seus pais e os mais velhos. A falta de educação, desde bebê, faz com que os pais sejam criados por seus filhos, adequando-se à nova geração do “ter”.
Onde está a poesia da vida? Onde está o amor nesta vida? Onde está o respeito pelas pessoas e a vida?
A arte, por mais precária que seja, passa batida na geração "ter". A moda não. A educação, o respeito e a gentileza passam. A tecnologia não. O materialismo rima com capitalismo e capitalismo com consumismo.
Nesta vida estamos só de passagem. Nosso corpo, que tanto admiramos, é só uma roupa, um uniforme que nos foi fornecido para realizarmos atos “sadios” de “evolução”.
Não importa o cabelo, cor, raça ou vestimenta da moda. Temos que valorizar a vida e as pessoas como elas são.
Amanhã, quando acordar, primeiro agradeça por estar vivo e com saúde. Depois, olhe em sua volta e repare, em seus filhos, a pureza que ainda lhes resta. Se você não tiver filhos, abrace seus pais e agradeça por tê-los com você a seu lado. Se não tiver filhos, nem pais, como é meu caso, agradeça por estar com saúde, inteligência e o principal, por estar vivo!
Encerro esse meu pensamento com uma frase, se não me engano, da extinta Banda Fellini: “Não é um milagre estarmos vivos? Não é um milagre”?
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto que abrigue minha família e meus pertences.
Poso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Posso lamentar se as coisas não saíram como planejei ou ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.
Sorria.
Mas não se esconda atrás deste sorriso. Mostre aquilo que você é. Sem medo.
Existem pessoas que sonham. Viva. Tente.
Ame acima de tudo.
Ame a tudo e a todos.
Deles depende a felicidade completa.
Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distância e, sim uma aproximação.
Aceite. A vida, as pessoas. Faça delas a sua razão de viver.
Entenda os que pensam diferente de você: não os reprove.
Olhe à sua volta, quantos amigos...
Você já tornou alguém feliz?
Ou fez alguém sofrer com seu egoísmo?
Não corra... Para que tanta pressa!
Corra apenas para dentro de você.
Sonhe, mas não transforme esse sonho em ruga.
Acredite! Espere!
Sempre deve haver uma esperança. Sempre brilhará uma estrela. Chore! Lute!
Faça aquilo que você gosta. Sinta o que há dentro de você.
Ouça... Escute o que as pessoas têm a lhe dizer. É importante.
Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo. Mas não esqueça daqueles que não conseguiram subir a escada da vida.
Descubra aquilo de bom dentro de você. Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Sou feliz... Porque você existe!
Quando pequeno, ainda lembro, quando brincava com "meus" súper heróis da Marvel - que não eram meus e sim de um amigaço de infância, meu vizinho mais próximo. Ele tinha os bonecos de plástico, quase todos da série, mas com um detalhe: estavam quase todos estragados. Um faltando uma perna, outro sem um braço e, um deles, o que é pior: não tinha a sua arma, o seu súper poder. Brincávamos sem parar. Às vezes na casa dele, às vezes na minha.Eu carregava certa frustração por não possuir nenhum desses brinquedos, mas me satisfazia plenamente com aqueles bonecos mutilados.
A minha ficha caiu há pouco tempo: depois de 40 anos eu me dei conta dos valores que foram dados para cada situação ou sentimento da minha vida.
Numa certa rara manhã, meu pai passou pelo pátio de casa e me viu brincando com aqueles bonequinhos quebrados com os quais, feliz da vida, eu me distraia. Perguntou se aqueles bonecos eram meus e se eu não ficava aborrecido de brincar com eles naquele estado.
Primeiro fiquei espantado de ver meu pai se interessando por mim e meus brinquedos e, segundo: aonde ele queria chegar com essas perguntas?
Bem eu respondi que nenhum daqueles bonecos era meu e que não me importava de eles estarem quebrados. Meu pai imediatamente perguntou se não era melhor trocar todos aqueles bonecos com defeito por “um” novo em folha. Eu lhe disse que poderia aceitar um novo, mas também gostaria de continuar brincando com os velhos e emprestados bonecos.
Ele disse: "Vamos agora mesmo comprar um novo súper herói! E eu gritei: "Só se for agora!"
Fomos nas Americanas, que naquele tempo não tinha nem escada rolante. Chegamos à seção de brinquedos e logo localizei os súper bonecos. Meu pai perguntou qual deles era o mais legal pra mim. Eu fiquei em dúvida, pois havia todos os súper heróis da série nas prateleiras; ele apontava, sugerindo: "Esse aqui, tá bom?", "Que tal esse outro..?", " E este daqui então?"... Eu dizia: "Calma pai, não era só um, conforme me disseste lá em casa?" Ele: "Um só é pouco. Vamos levar todos da série. Todos novos e sem nenhum defeito... fiquei chocado de te ver brincando com aqueles bonecos mutilados e resolvi renovar seus brinquedos".
Naquela época, minha cabecinha de cinco anos deu um nó, e hoje, na minha de 46, esse nó começou a se desfazer. Percebi que minha escala de valores e apegos teria que ser renovada, ou melhor, reciclada.
Ao mesmo tempo em que ficava feliz por possuir, não simplesmente um boneco só meu mas, todos da série - e novinhos! -, eu ficava um pouco triste por ter de descartar e devolver todos aqueles bonecos estragados.
Eu tinha simplesmente ignorado a famosa tabela de valores e apegos pessoais. Simplesmente usei e usufruí a lei natural da natureza. Isso mesmo, a lei “natural” da “natureza”, que temos de sobra dentro de nós. Pena que não ousamos ou usamos muito pouco dela.
Meu pai, com um gesto de pura emoção, comovido, talvez tenha se visto na minha situação e remeteu a sua infância.
Valeu, pai! Um simples gesto de atenção, como comprar brinquedos para um de seus quatro filhos, trouxe hoje, para mim, uma enorme contribuição para a evolução de minha escala de apegos e de minha alma.
Ae, galera,..tá aí o momento do ensaio clipado. Esse clip foi produzido com 4 câmeras e com o som direto do estúdio CIDADE BAIXA (o do Leandro Lang) sem "plugar" nada e sem mesa nenhuma, ou seja: tudo ao vivo e a cores.... tirem a bunda da poltrona e divirtam-se ao som da La FAUNA.
Título: Memórias (Márcio F. Feil)
Formação da banda:
- Jefferson Albuquerque, voz
- Geremias Landin, guitarra
- Gerson Frey, contra-baixo
- Márcio "Bex" Feil, bateria e voz
Diz ai, quê que achou? Mandem seus comentários.
Para contratar a banda, por enquanto manda um e-mail pra marcioffeil@gmail.com.
Em breve, vai ter um fone aqui para agilizar, coisa e tal,...
Ae, pessoal..
Espero que curtam o papo com o Leandro... demoramos por que foi custoso baixar o vídeo (860 megas...) e depois, configurar a postagem, etc,.. mas enfim, prometido, um pouco atrasado, mas cumprido...
Por hoje vai ser isso por que tô cansado mesmo, mas amanhã ou segunda, vamos colocar as fotos do Estúdio do Leandro pra que todos conheçam a estrutura bacana que é.
Também, vai rolar os primeiros videos do La FAUNA (veja no You Tube), na aba CLIP ROOM, gravado no Estúdio CIDADE BAIXA.
Pra você que tem uma banda ou algum trabalho musical, já sabe, manda pra cá, ó: bexnalinha@gmail.com
Abraços!
Também nasceu nos meados dos 60 no Bairro IAPI, com a Banda Liverpool que em seguida traria a tona nosso poeta maldito Fugueti Luz, a linha de frente da Banda Bicho da Seda. No bairro IAPI de Porto Alegre também surgira a Elis Regina, polêmica e ao mesmo tempo extrema e talentosa.
O que rolou de melhor dos 80 aos 90 é De Falla, Garotos da Rua, Leviatã,Taranatiriça, Bandalieira, Frutos da Crise, Barata Oriental, Prize (essa com as participações de Duca Leindecker e Solon Fishbone e suas respectivas guitarras a serviço da mesma banda.
Hoje o que configura como rock gaúcho é Ultramen, Cachorro Grande, em minha opinião o nome da banda é o que ela é, Pública, Identidade, Bidê ou Balde e outras que agora não me recordo.
Led Zeppelin a todo vapor no DVD player. Escuto só a música no DVD, sem imagem, isso me traz mais concentração e essência em minhas composições.
Ouço agora um CD do Neil Young, doado pelo meu amigo e músico Geremias. O disco se chama Neil Young & Convidados. Neil Young é um cara muito louco que começou a fazer música nos anos 60 e que aparentemente que não dá certo, mas dá. Ele é canadense e traz consigo toda essa bagagem e raízes canadenses. Quem ainda não conhece o Neil, por favor, compre um disco ou baixe já suas músicas.