19 de mai. de 2011

Música na minha vida

Há muito tempo venho tentando me achar no meu mundo. Um mundo feito de pensamentos, emoções e música. Talvez seja essa a única e a melhor forma de expressar o meu encanto pela vida, pela música. Desde pequeno venho sonhando com instrumentos musicais, melodias vindas não sei de onde. Minha vida louca sempre teve uma trilha sonora e essa trilha é o Rock’n Roll.

Criei-me ouvindo Beatles e Rolling Stones. Não podia ser outro o meu estilo preferido de compor, tocar e gravar. Mas não é só Rock que respiro. Surfo pelas ondas do Blues, MPB, Reggae, Samba, enfim a preciosa e valorosa Black Music.

Hoje componho jingles e minha própria música em parceria ou não.
Toco alguns instrumentos como bateria, teclado e harmônica de boca. Tenho passagens históricas por bandas gaúchas tais como: Mikki Maus e Curare (as duas de punk rock), Lorenzo e La Nota Falsa, Lotação Esgotada, La Fauna e Dados de Cristal (nessas duas últimas ainda toco), juntamente com a Massa Cinzenta em que canto também.

Sou publicitário e músico profissional. Tenho 45 anos, desses 20, trabalho e me deleito com música.

Espaço democrático

Um dos propósitos desse blog é usar essa mídia tão abrangente para expor nosso pensamento em relação à música e seus derivados. Sim, seus derivados como teatro, dança arte, esporte, entretenimento e principalmente, o “pensamento”.

Vou apoiar divulgar e debater toda a forma de arte. Se você tem uma banda e quer divulgar seu trabalho, se tem uma peça em cartaz, manda pra cá, que nós divulgamos. Trabalhos, exposições de fotografia e as próprias fotografias, manda pra cá.
(atualização de 13.05.2001, com uma baita colaboração do parceiro Gilson Ronaldo da Rosa)


Leia a parte [ 2 ]

Caros Irmãos Gaúchos:

(Sugestão do amigo Rogério Oliveira)

Esse gaúcho erudito merece ser lido, aplaudido e divulgado:

Há muito venho pensando no que se faz da nossa cultura...Temos tradição, temos história, temos costumes próprios e os valorizamos. Entretanto, parece que a todo momento tentam nos aculturar...Qual o espaço que o nosso modo de ser ocupa na mídia hoje em dia?

"Será que é certo aturarmos a Regina Casé (e seus sambabacas) no domingo de meio-dia, enquanto o nosso Galpão Crioulo foi literalmente “chutado” para um horário que ninguém praticamente assiste, já que domingo é dia de descanso e a maioria aproveita pra dormir um pouco mais. Tá bem que o Neto Fagundes não tem o mínimo carisma e aínda mais com aquele rabinho de cavalo ridículo.

Todos sabem que existem pessoas aquí no estado com capacidade suficiente para fazer um programa de qualidade. Abram espaço para eles! Por favor, salvem nossa verdadeira cultura!
Não precisa ser um gênio pra perceber que recentemente no programa da Regina Casé levaram um grupinho sofrível de dança gaúcha pra dançar pro Brasil inteiro o quê? O pezinho, uma dança folclórica com significado pra nós, mas que pro resto do Brasil não tem sentido algum a não ser “queimar o filme dos gaúchos”. Se querem mostrar nossa dança porquê não convidam os vencedores do último ENARTE? Ou será que o objetivo era ridicularizar o gaúcho, “será”?

Não sou contra o samba, mas sou contra nos fazerem de palhaços. Pra completar a referida apresentadora entabulou um assunto com nossos representantes que em nada acrescenta às famílias brasileiras, principalmente no horário de almoço de domingo, quando nossas crianças estão assistindo TV – Tem sex-shop no sul? Você já foi em Sex shop? Tinha calcinha de chocolate? – e o que nos resta é aturar algumas das prendas e peões respondendo, timidamente a esse rol de asneiras.

Cadê nossos festivais? Quando aparecem são no RBS local, não em nível estadual. Como é que nossos jovens conhecerão nossa música, nossa cultura, se nossa principal emissora de TV não dá espaço pros nossos novos músicos e vencedores de festivais atuais?

Excetuando-se as honrosas exceções de Luiz Marenco e César Oliveira e Rogério Melo, que de tão bons conseguem vencer remando contra a maré) , vivemos do passado... de Tropa de Osso, Esquilador, Veterano e etc., os novos nomes da música gaúcha ninguém conhece. E porquê? Por que pra isso não tem espaço... Será que tudo isso não se trata de uma estratégia para “aculturar nosso povo”... “será”? Quando as gerações mais antigas se forem e nossas músicas ficarem esquecidas eles terão conseguido finalmente sepultar nossa cultura.

Porquê será que pra promover o Planeta Atlântida com seus freqüentadores maconheiros, bêbados e viciados de todo tipo tem espaço? Seria essa uma tentativa de emburrecer e viciar nossos jovens.... ”será”? Pra isso a RBS tem espaço. Pra gaúchos "heróicos" que participaram do Big Brother (o supra-sumo do lixo cultural), tem espaço. Ah... ASSIM NÃO DÁ!!!
Cadê o Luiz Carlos Borges? Cadê o João de Almeida Neto? Cadê o Renato Borghetti , o Elton Saldanha, o Marcelo Caminha, o Miguel Marques? Ninguém sabe. Mas a Alcione, a Claúdia Leite, o “Belo”, o Bruno e Marrone, o “sertanejo universitário” ... esses tão todo o dia enchendo o nosso saco.

Esse é o lixo cultural que nós temos recebido como ração, mas que por sermos o estado mais politizado e educado da união, nos recusamos a engolir.

Mesmo o pessoal dos CTGs, nosso último reduto cultural, hoje em dia só ouve atualmente música gaúcha de baile e que... convenhamos, é péssima (com honrosas exceções, como os Serranos e outros). Me enoja aquelas materiazinhas da RBS na Semana Farroupilha (daí eles lembram e fazem um circo!!!), mandam aqueles apresentadoras bunda mole para fazerem reportagens no Acampamento Farroupilha como se aquilo fosse algo do exterior... parece um programa do National Geographic com os aborígenes de tão estranho. Não conhecem nada, não entendem porra nenhuma e não ficam nem envergonhados de se dizerem gaúchos.

Me perdoem, queridos conterrâneos, esse desabafo.

Que essa mensagem ecoe nos confins do Rio Grande, e desperte o povo gaúcho da letargia antes que seja tarde. Nossos antepassados delimitaram nossas fronterias à ponta de lança e à pata de cavalo... hoje pisam no nosso pala e... tudo bem? Me recuso a acreditar nisso.

Um Gaúcho cuja paciência acabou faz tempo."

Prof. Dr. Gilson de Mendonça
UFPEL/IB/Dep. de Fisiologia e Farmacologia

Apego ou Apelo - parte 2

Hoje em dia, o mundo e as pessoas giram em torno do “ter” e não do “ser”.
Bulling, por exemplo: nem na escola, um lugar onde deveríamos aprender e nos educar, estamos livres de nosso próprio apego e ignorância. Ora, onde já se viu crianças e adolescentes serem julgados e condenados pelos seus próprios colegas por serem gordinhos ou negros, ter um cabelo inadequado para os padrões estipulados pela mídia ou por ter um tênis que não está na moda?
Os padrões, os padrões e os padrões. Quem estipulou os padrões? Pra que servem? No mundo inteiro não deveriam existir padrões pra quase nada.
O que me traz a escrever e difundir este assunto é, mais uma vez, o apego que o ser humano vem criando pra si e em sua volta. As pessoas estão preocupadas em “ter” e não “ser”.
Crianças e adolescentes mandando e desmandando em seus pais, avós e parentes. Ditando normas e regras de comportamento, quando quem tinha ou poderia fazer isso seriam seus pais e os mais velhos. A falta de educação, desde bebê, faz com que os pais sejam criados por seus filhos, adequando-se à nova geração do “ter”.
Onde está a poesia da vida? Onde está o amor nesta vida? Onde está o respeito pelas pessoas e a vida?
A arte, por mais precária que seja, passa batida na geração "ter". A moda não. A educação, o respeito e a gentileza passam. A tecnologia não. O materialismo rima com capitalismo e capitalismo com consumismo.
Nesta vida estamos só de passagem. Nosso corpo, que tanto admiramos, é só uma roupa, um uniforme que nos foi fornecido para realizarmos atos “sadios” de “evolução”.

Não importa o cabelo, cor, raça ou vestimenta da moda. Temos que valorizar a vida e as pessoas como elas são.
Amanhã, quando acordar, primeiro agradeça por estar vivo e com saúde. Depois, olhe em sua volta e repare, em seus filhos, a pureza que ainda lhes resta. Se você não tiver filhos, abrace seus pais e agradeça por tê-los com você a seu lado. Se não tiver filhos, nem pais, como é meu caso, agradeça por estar com saúde, inteligência e o principal, por estar vivo!
Encerro esse meu pensamento com uma frase, se não me engano, da extinta Banda Fellini: “Não é um milagre estarmos vivos? Não é um milagre”? 
Logo, a parte [ 3 ]...